Dólar fecha em alta e vai a R$ 3,97, com aversão ao risco no exterior por disputa EUA-China
Sábado, 17 de agosto de 2019
65 9936-6662
Internacional

07/08/2019 ás 17h38 - atualizada em 07/08/2019 ás 17h26

10

Redacao

Cuiabá / MT

Dólar fecha em alta e vai a R$ 3,97, com aversão ao risco no exterior por disputa EUA-China
Nesta quarta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,50%, a R$ 3,9746. Na máxima do dia, chegou a R$ 3,9926.
Dólar fecha em alta e vai a R$ 3,97, com aversão ao risco no exterior por disputa EUA-China
Foto: Reprodução/TV Globo

O dólar subiu nesta quarta-feira (7) e chegou a superar o nível de R$ 3,99 ao longo do pregão, diante do renovado sentimento de aversão ao risco no exterior por temores ligados à disputa comercial entre Estados Unidos e China.





A moeda norte-americana subiu 0,50%, vendida a R$ 3,9746. Veja mais cotações. Na máxima da sessão, o dólar foi a R$ 3,9926.




Na parcial do mês, a alta do dólar é de 4,09%. No ano, a valorização é de 2,59% ante o real.




Guerra comercial



 




A cautela voltou a imperar nos mercados globais nesta quarta-feira em face da perspectiva de uma nova escalada nas tensões entre Estados Unidos e China.




"Continuamos totalmente reféns do movimento de fora... O mundo está bastante instável, há bastante aversão ao risco, preocupações com a questão cambial", disse à Reuters o economista da consultoria Tendências, Silvio Campos Neto.




Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou temores de uma guerra comercial prolongada, apesar de um alerta do governo chinês de que classificar o país como manipulador cambial terá consequências severas para a ordem financeira global.




O porta-voz da Administração Estatal de Câmbio chinesa disse nesta quarta-feira que a ação dos EUA vai piorar seriamente o ambiente econômico e prejudicar o crescimento global.




Em meio aos persistentes temores sobre a disputa EUA-China, investidores denotam maior importância para eventuais declarações de autoridades do Federal Reserve (BC dos EUA), que vinham citando a guerra comercial como fator de risco à saúde da economia norte-americana.




Na véspera, o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, disse que o banco central dos EUA pode ficar preso a um ambiente comercial volátil por anos, mas não pode responder "ao vaivém diário" das disputas entre países sobre as regras do jogo.




 



Cenário local



 




A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira o texto-base da reforma da Previdência em segundo turno e votará nesta quarta os destaques que podem suprimir pontos do texto, visando encerrar a tramitação da matéria na Casa e enviá-la ao Senado.




No entanto, as expectativas positivas com relação à tramitação da Previdência, inclusive no Senado, já estão consolidadas entre participantes do mercado e, portanto, noticiário sobre a reforma não deve beneficiar o câmbio, com atenções todas voltadas para o exterior, segundo a Reuters.




"Por enquanto, com o exterior dessa forma, é difícil (que Previdência dê alívio nos preços), e já era algo esperado. Se o governo conseguir que algum destaque prospere, pode trazer algum impacto, mas muito pontual", acrescentou Silvio.





O Banco Central vendeu nesta quarta-feira todos os 11 mil contratos de swap cambial ofertados em leilão para rolagem do vencimento outubro. Em cinco operações até agora neste mês, o BC promoveu a rolagem de US$ 2,750 bilhões, de um total de US$ 11,5 bilhões.





FONTE: https://g1.globo.com/

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários

0 comentários

Veja também
Facebook
© Copyright 2019 :: Todos os direitos reservados