Politica

18/03/2020 14:19

Cuiabanos fazem panelaços em apartamentos e pedem "fora Bolsonaro"

FOLHA MAX 

Moradores da região central de Cuiabá se juntaram aos de outras oito capitais do país e realizaram na noite desta terça-feira (17) um panelaço em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Aos gritos de “fora Bolsonaro” e “ei, Bolsonaro, vai tomar no c...”, com sons de batidas de garfos e facas em panelas, anteciparam o protesto nacionalmente marcado pelas mídias sociais para acontecer nesta quarta-feira (18). 

Em imagens captadas por internautas é possível ouvir por diversas vezes os gritos.

Conforme um dos seguidores da manifestação marcada para a noite de hoje, deu para ouvir nitidamente os gritos ontem. A surpresa vem do fato de que os condomínios da região central são habitadas majoritariamente pelas classes B e C, nicho onde o presidente recebeu ampla maioria de votos, e especialmente em Mato Grosso.

Informações divulgadas pela imprensa nacional dão conta de que o mesmo aconteceu em São Paulo, pois houve registro de manifestações nos bairros de classe média Pompeia, Vila Madalena, Perdizes, Vila Romana e Água Branca, na zona oeste, Vila Buarque, Bela Vista, República e Santa Cecília, no centro. Na zona sul foram registrados panelaços no Morumbi.

 

Na Pompeia, moradores de casas e prédios residenciais bateram panelas e gritavam “Fora, Bolsonaro” e “Ele, não”. Alguns manifestantes também faziam as luzes piscar e outros, barulho com vuvuzelas. Na Vila Madalena e Higienópolis, muitos gritos de “Fora, Bolsonaro” foram relatados.

No Rio, houve registro de protestos no Jardim Botânico e Laranjeiras. Em Brasília, na Asa Norte, não foi registrado panelaço, mas houve muitos gritos de protesto. Também foram registrados em Minas Gerais e até na região Sul, onde ele sempre teve seu maior número de apoiadores, como no Rio Grande do Sul e Paraná. Só em Santa Catarina não há informações sobre registro de protestos.

A "onda" de protestos contra o presidente surgiu após ele desconsiderar as recomendações das autoridades sanitárias para evitar aglomerações e prestigiar protestos contra o Congresso Nacional que haviam sido convocados por seus apoiadores no último domingo. Durante todo o dia, o chefe do Executivo nacional compartilhou imagens dos protestos realizados em todo país, o que, para muitos, foi um "estimulo" as aglomerações.

Em declarações públicas o presidente chegou a falar que a infestação do coronavírus, que tem mais de 300 casos confirmados no Brasil, se trata de "fantasia" e "histeria da imprensa".

As autoridades sanitárias recomendaram a não realização dos protestos por conta do surto do coronavírus, já considerado uma pandemia mundial. Entre as principais recomendações, estão evitar aglomerações, fazer a limpeza das mãos e passar álcool em gel.


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